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Saiba como gerenciar profissionais da geração Z

Saiba como gerenciar profissionais da geração Z

Os profissionais com cerca de 20 anos, da geração Z, que começam a entrar no mercado de trabalho, encontram um ambiente de recursos limitados, maiores exigências e menos recompensas, saturado de pessoas que precisarão trabalhar por muito tempo. Eles foram criados em uma era de mudanças profundas e ansiedade perpétua.

Essa nova leva de trabalhadores pensa, aprende e se comunica em um ambiente definido pela onipresença da internet sem fio, a integração tecnológica em atacado, o conteúdo infinito e o imediatismo. “Como resultado, eles cresceram muito rápido e é por isso que são, realmente, mais precoces”, diz Bruce Tulgan, autor do livro O que todo jovem talento precisa aprender (Sextante, 228 páginas, 38,90 reais). Ele falou mais sobre a geração Z e os novos conflitos no mercado de trabalho na entrevista a seguir.

Se os profissionais da geração Z são mais precoces, por que são também considerados imaturos? 

Porque eles são isolados e apoiados em um nível que nenhuma criança foi antes deles. A geração nascida na década de 70, foi criada por pais trabalhadores, com pouca atenção e cuidado direto. A geração seguinte, que cresceu na década de 80, recebeu segurança e autoestima. Os pais de agora são “pais de helicóptero”, porque estão prontos para resgatar o filho caso vejam o mínimo sinal de problema. Os jovens foram tratados como clientes pelas autoridades e instituições, inclusive a escola. Os pais, professores, conselheiros e médicos são mobilizados para supervisionar e apoiar cada movimento da criança, validando suas diferenças, medicando ou desculpado suas fraquezas e dando a eles qualquer vantagem material possível. Na China, onde há tantos filhos únicos, o fenômeno é ainda pior e é chamado de Síndrome do Pequeno Imperador.

Quais são as maiores queixas dos chefes sobre os funcionários da geração Z?

As principais queixas de líderes e gerentes são que eles chegam com expectativas muito altas, só querem as melhores tarefas, fazem o trabalho da maneira que quiserem e não recebem bem feedbacks negativos.

Eles não respeitam a figura de autoridade porque foram tratados como iguais pelos pais. Faltam autoconsciência, habilidades de se comunicar e resolver problemas, além de profissionalismo, pensamento crítico e obediência. Os novos talentos não são apresentados a esses termos na escola nem em casa.

Quando chegam ao mercado de trabalho, muitos gestores acreditam que não é sua função ou que não têm os recursos ou conhecimento para lidar com essa falha na formação dos jovens empregados, e essa falta de habilidade continua crescendo.

Onde os gestores estão errando na gestão dos jovens?

No exagero, parabenizando quando eles simplesmente chegam na hora certa, por exemplo. Especialistas falam para os gestores tirarem o pé do acelerador na autoridade, criar programas de elogios e transformar o ambiente de trabalho em um playground porque é isso que os jovens querem. Mas o que eles querem não é o que precisam e, por isso, dar a eles o que precisam com sucesso é muito mais difícil.

Essa geração necessita de líderes fortes. Os gestores não devem minar sua autoridade, fingir que o trabalho é divertido, deixar o problema para trás e nunca deveriam oferecer elogios por fazer o mínimo. Em vez disso, precisam dar as regras claras: se você quer A, tem que fazer B.

Quais estratégias podem ajudar nessa gestão?

Tenho nove estratégias para gerenciar jovens: 1) passe a mensagem verdadeira; 2) acelere o trabalho; 3) seja firme; 4) dê a eles o contexto e os ajude a entender seu papel na companhia e como eles se encaixam lá; 5) faça com que eles se preocupem com o cliente; 6) ensine como eles podem se autogerenciar; 7) ensine como eles serão gerenciados por você; 8) retenha o melhor jovem a cada dia; e 9) crie uma nova geração de líderes. Eles precisam que o chefe os guie, direcione e apoie ao longo do caminho.

O que os jovens da geração Y e Z mais valorizam no mercado de trabalho?

Eles querem saber das possibilidades de longo prazo, mas também das oportunidades e recompensas a curto prazo. O chefe precisa falar sobre o que tem a oferecer hoje, amanhã, semana que vem, no final do mês, do semestre e do ano. Em alguns momentos, eles querem apenas o salário, encontrar o próximo desafio, socializar ou ter o sentido de pertencimento.

O melhor caso é quando os jovens veem no trabalho a chance de produzir um impacto enquanto ganham mais recursos. Eles podem ser mais difíceis para liderar, mas essa também será a força de trabalho com mais alta performance na história para quem souber gerenciá-los. Os profissionais com cerca de 20 anos, da geração Z, que começam a entrar no mercado de trabalho, encontram um ambiente de recursos limitados, maiores exigências e menos recompensas, saturado de pessoas que precisarão trabalhar por muito tempo. Eles foram criados em uma era de mudanças profundas e ansiedade perpétua.

Essa nova leva de trabalhadores pensa, aprende e se comunica em um ambiente definido pela onipresença da internet sem fio, a integração tecnológica em atacado, o conteúdo infinito e o imediatismo. “Como resultado, eles cresceram muito rápido e é por isso que são, realmente, mais precoces”, diz Bruce Tulgan.

Fonte: Revista Exame

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